Como a imprensa deve reagir aos ataques em Paris?

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Autor: Thibault Camus

Talvez a melhor forma de lidar com isso seja… Não lidar. É o que recomenda um conselheiro do governo dos Estados Unidos do setor de inteligência anti-terrorismo.

O sufixo -insta se refere àqueles que seguem um princípio, nesse caso, do terror, palavra que deriva do latim “assustar”. Um experimento social metafórico: já brincou de “buuuhhh” com uma criança? Ela se esconde, você procura e ela te assusta. Você segue procurando e ela segue te assustando. Você sabe onde ela tá, mas ela acha que é invisível. Você para de procurar, e então, ela se torna visível e vai brincar de outra coisa… Parece que é assim que funciona o terrorismo.

Logo após as primeiras publicações sobre o que estava acontecendo na França, milhões de usuários preencheram as redes sociais com suas mensagens de solidariedade e compaixão, característica que nos eleva a posição de ser humanos, muitas das vezes esquecida. Até aí tudo bem. O que me causa um pouco conflito é entender o papel da mídia nessa fogueira conflituosa. Na grande imprensa existe um acordo de não publicar notícias sobre suicídio já que segundo algumas teorias pode fomentar essa prática. Mas, devemos falar sobre terroristas?

Se a busca por atenção e difusão de determinada seita é objetivo desses grupos, obter esse “earn media” como um comunicado de imprensa sanguinário é uma estratégia de comunicação efetiva, já que a pauta é manchete em qualquer capa hoje?

Me causa remorso colocar na balança a necessidade de exercer o papel de informador e fazer uma ativação de uma marca assassina.

Eu não tenho uma resposta para a pergunta desse título.

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